Incêndio provocado por balão destrói mais de 24 mil m² na Floresta da Tijuca
Um incêndio na Floresta da Tijuca devastou mais de 24 mil m², causado pela queda de um balão, prática proibida.
Um incêndio de grandes proporções atingiu a Floresta da Tijuca, no Morro do Anhanguera, causando a destruição de mais de 24.000 metros quadrados de mata nativa. O fogo teve início na noite do último domingo, dia 26, e se manteve ativo por mais de 30 horas, mobilizando equipes de combate e preocupando ambientalistas e frequentadores do parque.
Segundo dados atualizados na quinta-feira (30), a área devastada equivale a cerca de 3,3 campos de futebol, ou 2,39 hectares, segundo análises feitas com imagens de satélite. A origem do incêndio foi confirmada: a queda de um balão, prática proibida que segue causando prejuízos ambientais graves.
Impactos ambientais e histórico de regeneração no Morro do Anhanguera
O Morro do Anhanguera integra um dos três setores do Parque Nacional da Tijuca abertos para visitação pública e, até então, não registrava incêndios há mais de uma década, conforme informações da administração do parque. A região abriga espécies importantes da Mata Atlântica e vinha passando por um processo de recuperação ambiental.
Bruno Lintomen, analista ambiental do ICMBio e coordenador da brigada do parque, explicou que a área atingida já apresentava sinais de regeneração natural e ações de reflorestamento voltadas à substituição de espécies exóticas, como o eucalipto, por nativas do bioma. “No passado, durante o Império, o local foi usado para o plantio de eucaliptos, que não fazem parte do ecossistema original, com o objetivo de produzir carvão vegetal. Com a proteção decretada por Dom Pedro II, essa prática foi interrompida e iniciou-se o reflorestamento histórico do parque”, detalhou.
O analista reforça que o incêndio interrompeu esse processo de recuperação e que a área afetada, que já continha espécies típicas da Mata Atlântica, pode levar mais de dez anos para se recuperar naturalmente. “É fundamental que a população colabore para evitar novos incêndios, especialmente combatendo a cultura de soltura de balões, que representa um risco constante para o parque e para a cidade como um todo”, alertou Lintomen.
Trilhas fechadas e medidas para evitar novos acidentes
Por questões de segurança e para preservar o que restou da vegetação, cinco trilhas do parque foram fechadas temporariamente. A reabertura está prevista para esta sexta-feira, 1º de maio. As trilhas interditadas são:
- Pedra do Conde;
- Alto da Bandeira;
- Pedra da Caixa;
- Mirante do Excelsior;
- Morro do Anhanguera.
A administração do parque reforça o pedido para que visitantes respeitem as orientações e evitem situações que possam colocar em risco a segurança do local e a preservação do meio ambiente.
Além disso, o Parque Nacional da Tijuca incentiva a população a denunciar a soltura de balões, que é proibida e representa um perigo real para a floresta. As denúncias podem ser feitas anonimamente pelo Linha Verde do Disque Denúncia, por meio do número 2253-1177 ou pelo WhatsApp no contato 21-2253-1177.
O incêndio na Floresta da Tijuca serve como um alerta sobre os riscos que práticas irresponsáveis causam ao patrimônio natural e à biodiversidade da região. A colaboração de todos é essencial para proteger esse importante espaço verde da cidade.
Perguntas Frequentes
Qual foi a causa do incêndio na Floresta da Tijuca?
O incêndio foi causado pela queda de um balão, uma prática proibida que causa sérios danos ambientais.
Quantos metros quadrados foram destruídos pelo incêndio?
Mais de 24.000 metros quadrados de mata nativa foram destruídos pelo incêndio.
Quais trilhas estão fechadas no Parque Nacional da Tijuca?
As trilhas fechadas são: Pedra do Conde, Alto da Bandeira, Pedra da Caixa, Mirante do Excelsior e Morro do Anhanguera.
Quanto tempo pode levar para a área afetada se recuperar?
A área afetada pode levar mais de dez anos para se recuperar naturalmente.
Como a população pode ajudar a evitar novos incêndios?
A população pode ajudar denunciando a soltura de balões, que é proibida e representa um risco para a floresta.