Professor da Ufam é assassinado em Manaus após disputa por bares na Zona Norte
Um crime chocou a Zona Norte de Manaus no início de 2026: o professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Davi Said Aidar, de 62 anos, foi morto a tiros dentro do próprio bar, localizado na rodovia AM-010. A motivação, segundo a Polícia Civil do Amazonas, teria sido uma disputa acirrada entre ele e uma vizinha por causa dos estabelecimentos comerciais que ambos mantinham no mesmo ramal.
O caso, que ganhou repercussão pela brutalidade e pela organização do assassinato, ainda está em andamento, com a principal suspeita, Juliana da Rocha Pacheco, de 42 anos, foragida. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) segue investigando todos os envolvidos.
Rixa entre vizinhos termina em tragédia
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Adanor Porto, a origem do conflito remonta ao momento em que Davi Aidar decidiu abrir seu bar no ramal, local onde Juliana já possuía um estabelecimento. A chegada do professor fez o movimento do bar da vizinha cair drasticamente, o que gerou uma insatisfação crescente e uma série de desentendimentos.
O que começou com simples disputas comerciais evoluiu para ameaças constantes e discussões acaloradas entre os dois. A tensão aumentou a ponto de culminar em um crime premeditado, segundo as investigações da polícia.
Planejamento e execução do crime
A polícia revelou que Juliana da Rocha Pacheco não agiu sozinha. Para tirar a vida do professor, ela teria contado com a ajuda do sobrinho, Lucas Santos de Freitas, de 31 anos, conhecido como “Lucão” ou “Magrão”. Lucas é apontado como o mentor intelectual do assassinato, responsável por recrutar os demais envolvidos e organizar toda a ação.
- Lucas definiu as funções dos comparsas e planejou como o ataque seria realizado.
- Alguns dos suspeitos tinham dívidas com ele e aceitaram participar do crime em troca de pagamentos ou abatimento de débitos.
- Antes do ataque, Juliana entregou uma mochila com uma arma de fogo para o grupo.
- Lucas permaneceu em um carro no ramal, enquanto os executores seguiram de motocicleta até o bar da vítima.
Na execução, Antonio Carlos Pinheiro Meireles, o “TK”, desceu da moto e disparou 14 vezes, atingindo o professor em sete tiros. Após o crime, os suspeitos fugiram do local.
Prisões e desdobramentos da investigação
Até o momento, cinco pessoas foram identificadas como envolvidas no assassinato. Juliana, apontada como mandante, continua foragida. Já os outros quatro suspeitos foram presos entre o final de fevereiro e início de março em bairros da Zona Norte de Manaus.
- Lucas Santos de Freitas foi detido no bairro Monte das Oliveiras.
- Antonio Carlos, acusado de disparar contra a vítima, foi preso no Novo Aleixo e possui antecedentes criminais por homicídio.
- Rafael Fernando de Paula Bahia, que pilotava a motocicleta usada na ação, foi preso na Colônia Terra Nova.
- Emerson Sevalho de Souza, que dava apoio na motocicleta, também foi capturado na mesma região.
Segundo o delegado Adanor Porto, todos os presos confessaram a participação e colaboraram com a investigação, indicando os demais envolvidos. Eles responderão por homicídio qualificado e associação criminosa, permanecendo à disposição da Justiça.
Legado acadêmico de Davi Said Aidar
Mais do que um comerciante, Davi Said Aidar era um respeitado professor da Ufam, com uma carreira acadêmica sólida e reconhecida. Formado em Zootecnia pela Fundação Universidade Estadual de Maringá, ele concluiu mestrado e doutorado em Entomologia, além de pós-doutorado em Genética Molecular pela Universidade de São Paulo.
O professor dedicou grande parte de sua vida à pesquisa sobre genética de abelhas, com foco em meliponicultura, apicultura e preservação de espécies silvestres. Seus projetos beneficiavam especialmente comunidades rurais do Amazonas, fortalecendo a sustentabilidade e o conhecimento local.
Em nota oficial, a Ufam lamentou profundamente a perda e destacou o legado deixado pelo docente na Faculdade de Ciências Agrárias. O professor era titular desde 2020 e respeitado por sua dedicação e contribuições científicas.
Enquanto a polícia segue atrás da mandante do crime, a comunidade acadêmica e os moradores da Zona Norte de Manaus ainda tentam entender e lidar com a tragédia que tirou a vida de um dos seus mais brilhantes membros.
Perguntas Frequentes
Qual foi a causa do assassinato do professor Davi Said Aidar?
O assassinato foi motivado por uma disputa comercial entre Davi e uma vizinha por causa de seus bares.
Quem é a principal suspeita do crime?
A principal suspeita é Juliana da Rocha Pacheco, que está foragida.
Quantas pessoas estão envolvidas no assassinato?
Cinco pessoas foram identificadas como envolvidas no assassinato, com quatro já presas.
Qual era a profissão de Davi Said Aidar?
Davi Said Aidar era professor na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e especialista em genética de abelhas.
Como a polícia está lidando com o caso?
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) está investigando todos os envolvidos e já prendeu quatro suspeitos.